De onde vem essa fagulha, essa centelha, que se transforma em arte, em
tons, traços, cores e palavras? Não há apenas uma resposta.
Não há uma fórmula (ou cada um tem a sua?).
Ao olhar, ouvir, sentir do artista, há uma constante descoberta, como se cada olhar, ouvir e sentir fosse o primeiro.
E com esse frescor, a musa se manifesta nas coisas mais corriqueiras.
Pode ser uma conversa entre amigos, uma música tocando na mente, uma cena real ou de ficção...
Pode estar num sorriso, num brinquedo esquecido, em cabelos de mola, na cor do crepúsculo, até nas formas das nuvens, numa palavra que fica ressoando na mente, num pedaço de pano, num sabor, num perfume, numa pessoa que passa num doce balanço... o sopro do vento, um arranha-céu, a montanha de informações de uma rua de cidade grande, a gente que festeja e a que implora um pedaço de pão, uma pomba em meio à multidão... a dor de um coração partido, de uma coluna quebrada, de um carinho negado, de uma criança acamada... a paisagem da janela, uma flor vencendo o asfalto, os diferentes verdes de um jardim... o que sobra e o que falta, um latido, um gemido, uma gargalhada... um corpo e seus contornos, um sonho bom ou ruim, um trem, tudo que vem e que vai... a vida, em seu incessante movimento, é fonte murmurante e transbordante.
Jeane Bordignon
Não há uma fórmula (ou cada um tem a sua?).
Ao olhar, ouvir, sentir do artista, há uma constante descoberta, como se cada olhar, ouvir e sentir fosse o primeiro.
E com esse frescor, a musa se manifesta nas coisas mais corriqueiras.
Pode ser uma conversa entre amigos, uma música tocando na mente, uma cena real ou de ficção...
Pode estar num sorriso, num brinquedo esquecido, em cabelos de mola, na cor do crepúsculo, até nas formas das nuvens, numa palavra que fica ressoando na mente, num pedaço de pano, num sabor, num perfume, numa pessoa que passa num doce balanço... o sopro do vento, um arranha-céu, a montanha de informações de uma rua de cidade grande, a gente que festeja e a que implora um pedaço de pão, uma pomba em meio à multidão... a dor de um coração partido, de uma coluna quebrada, de um carinho negado, de uma criança acamada... a paisagem da janela, uma flor vencendo o asfalto, os diferentes verdes de um jardim... o que sobra e o que falta, um latido, um gemido, uma gargalhada... um corpo e seus contornos, um sonho bom ou ruim, um trem, tudo que vem e que vai... a vida, em seu incessante movimento, é fonte murmurante e transbordante.
Jeane Bordignon

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